Gerenciamento de estresse

A busca do equilíbrio para viver plenamente

A palavra estresse vem do inglês “stress” e o termo foi usado inicialmente na Física para indicar a iminência de deformidade de um material quando em estado de esforço ou tensão. Quando um metal, por exemplo, está sendo usado no limite de sua resistência pode-se dizer que está em estresse.

Da Física para a Biologia, o passo foi dado pelo médico húngaro Hans Selye, cujos estudos datam do início do século passado. Em Montreal, no Canadá, ele iniciou seus trabalhos sobre o estresse na vida humana, relacionando-o ao esforço de adaptação do organismo para enfrentar situações ameaçadoras.

Pode-se dizer, portanto, que tal qual um metal “estressado” está em risco de deformação, um ser humano em estado de estresse vive um desgaste que pode alterar seu equilíbrio.

É difícil pensar no mundo de hoje sem relacionar as muitas vivências humanas a estados de estresse. No âmbito profissional, falamos aqui em demandas crescentes por resultado, competitividade elevada e uma complexidade cada dia maior no andamento das transações comerciais e nos serviços. Pense em como é difícil recebermos um produto na data solicitada ou em como ficamos surpresos quando nos atendem de maneira correta. Ora, se ficamos surpresos quando as coisas ocorrem da maneira que gostaríamos, isso é sinal de que tem havido um grande número de desencontros nas transações mais cotidianas atualmente.

Aliado a isso, podemos citar como fatores de estresse a poluição visual e auditiva dos grandes centros, além do pouco contato com amigos e famílias. Some-se, ainda, a isso, uma sensação de dívida que muitos sentem ao observar as muitas festas e alegrias de seus amigos nas redes sociais e mesmo a altíssima qualificação exposta nas redes relacionadas a trabalho.

A sensação geral é de que se está sempre devendo perante um mundo “ideal”.

A primeira saída, portanto, reside em aprendermos a diferenciar o perfeccionismo, a obsessão e a idealização por uma visão de mundo mais realista, na qual se perceba nossa humanidade não como um entrave e sim como um dado de nossa natureza. Ser humano significa perceber que temos limites, que necessitamos de apoio e de cuidados para estar bem com nossa saúde física e mental.

Falando em aceitação, vale dizer que o estresse nem é algo assim sempre ruim. Trabalhado dentro de limites, ele libera adrenalina e nos excita, o que aumenta nossa atenção, nos mantém em alerta e nos impulsiona para os desafios. O problema é quando esse limite é ultrapassado e, para evitar tal situação, elencamos cinco dicas para você gerenciar seu estresse, já que é impossível eliminá-lo da sua vida.

  • Pratique atividades físicas. Se você não gosta de esportes ou de academia, busque ao menos caminhar por 40 minutos, quatro vezes por semana. Quando você se movimenta, seu corpo libera endorfinas, o que gera uma sensação de prazer. Ironicamente, pessoas que se exercitam conseguem mais disposição para o trabalho, para as relações humanas e mesmo para a vida íntima.
  • Converse com alguém. Pode ser um amigo, um companheiro de trabalho que lhe seja um mentor, alguém com quem você possa dividir suas aflições, seus desafios e suas conquistas. Ter alguém com quem nos sentimos acolhidos e ouvidos nos promove uma das sensações mais importantes e confortantes: a percepção de que temos valor e somos considerados. Isso nos fortalece e acalma.
  • Organize-se. Um dos maiores geradores de ansiedade e estresse é a desorganização. Usar a agenda, dividir grandes tarefas em etapas, escrever suas metas e gerenciá-las de tempos em tempos, tudo isso auxilia para que seus objetivos sejam alcançados sem a afobação estressante do “trabalhar no limite”. O improviso pode custar muito caro à performance e mesmo à saúde.
  • Relaxe. Ficar em silêncio em alguns momentos, ler algo prazeroso, buscar se acalmar numa massagem, ou numa sessão de acupuntura, ou mesmo ouvindo uma boa música, contribui para seu equilíbrio. Isso quebra um pouco a rotina frenética do dia-a-dia. O uso de álcool e outras substâncias pode ter efeito no curto prazo e mesmo acalmar, porém esta calma acaba trazendo outros problemas muito mais graves no médio prazo e não compensam. A calma que tem valor é aquela que não nos traz o prejuízo da dependência.
  • Conheça-se e seja seu melhor amigo. Saiba dos seus limites e suas habilidades e use-os em seu favor. Diante de situações estressantes, três dicas são valiosas: pense em qual atitude seria mais sadia, em qual saída seria a mais inteligente e o que você diria para seu melhor amigo na mesma situação. Refletir antes de reagir pode economizar muito estresse desnecessário.

Da mesma maneira como não reclamamos com o painel do carro quando este nos aponta a necessidade de abastecermos, é preciso entender que os sinais de estresse são uma forma de nosso corpo revelar que precisamos de cuidados para prosseguir em nossa vida. O estresse não é um problema e sim uma constatação de que passamos de um limite, que precisamos de cuidados para reabastecer nossa energia vital com “combustível” de qualidade.

Se desejamos uma carreira sustentável, se queremos viver com saúde e qualidade de vida, é preciso lembrar que cuidar de nós mesmos não é uma perda de tempo, uma frescura ou um luxo e sim um sinal de inteligência. Afinal de contas, quem não se cuida, imputa aos demais um convívio desarmonioso, um trabalho mal feito, um ambiente desagradável e um serviço negligente.

Cuidar-se é a melhor maneira de cuidar daqueles com quem convivemos, sejam estes amigos, familiares, colegas de trabalho ou aqueles a quem servimos.

 

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