É possível aprender a ser feliz no trabalho

Sabia que felicidade também se aprende?

A energia, a motivação, a animação e a felicidade com que se trabalha são determinantes na qualidade da performance do indivíduo e de sua equipe. Pessoas felizes são mais motivadas, carismáticas, têm menos problemas de saúde e se recuperam melhor diante de adversidades e mesmo das enfermidades. A felicidade é uma das principais aliadas daqueles que querem manter o brilho no olho das pessoas com quem convivem e buscar a superação constante, especialmente no que diz respeito aos resultados entregues aos clientes.

Felicidade e harmonia estão relacionadas. Há situações na vida em que há a necessidade de manter um posicionamento firme, de usar palavras simples e diretas, de verdades ditas olho no olho. Há, no entanto, muitas outras que demandam delicadeza e cuidados com os sentimentos alheios, sejam eles nossos gestores, colegas e, em especial com os nossos clientes. Respeito e consideração são inegociáveis.

Assim como podemos nos desenvolver em habilidades e competências técnicas, é possível aprimorar nossa forma de perceber o mundo.

É a partir dessa iniciativa que organizamos nossos sentimentos e ações. Refletir e ter clareza de pensamento é essencial para saber agir bem, o que significa voltar a atenção para atitudes que efetivamente levem aos resultados desejados. É saber perceber as dificuldades e adversidades de um modo peculiar.

Stewart Emery* realizou importante pesquisa em Wharton, na qual levantou características presentes em cerca de duzentos profissionais com mais de vinte anos de sucesso. No Livro “Sucesso feito para durar”, ele retrata alguns dos resultados obtidos e aponta que profissionais com carreiras extraordinárias são capazes de avaliar seus erros de modo bastante peculiar: aprendem com as experiências e se sentem motivados pela possibilidade de corrigir os erros e aprender sempre.

Aprender a aprender é uma habilidade pouco valorizada em nossas escolas. Via de regra, elas incentivam o acerto já na primeira tentativa. Ou nada feito. A autoavaliação é outra questão muito pouco explorada. Decorre daí o medo de tentar o novo e de se expor. Essas forças são contrárias à inovação, à superação de paradigmas e devem ser combatidas para que seja possível a construção de um lugar feliz para se trabalhar.

É verdade que algumas pessoas produzem em um ambiente onde se sobressaem as cobranças externas e o medo de errar, por receio de virem a ser punidas por seus erros. A grande maioria, porém, se sente altamente motivada a fazer mais e melhor em um ambiente onde existe confiança, cumplicidade, lealdade. Isso tudo gera felicidade, que excita as conexões nervosas do cérebro, conduzindo-o a um estado mental mais favorável à tomada de decisões, à elaboração de estratégias e à condução de processos.

Felizes, trabalhamos mais e somos capazes de nos superar. Ser humano é escolher, transcender os instintos por causas que consideramos mais importantes. Fica aqui o convite: o que você está fazendo pela sua felicidade e das pessoas que trabalham e convivem com você?

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  • Stewart Emery é membro das faculdades de: San Diego Global University e JFK University.  Presta serviços enquanto membro da Cadence University Advisory Board.
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