Amores em tempos de “online”

Como lidar com os relacionamentos online?

Em tempos de Facebook, Twitter e WhatsApp, os relacionamentos se transformaram. A comunicação entre as pessoas está cada vez mais rápida e fugaz.

Com a correria do cotidiano, é complicado conhecer pessoas novas.

Principalmente se você é do tipo que não gosta tanto assim de baladas e programas mais agitados. Fatores como aparência, idade e poder de sedução são outras questões que intimidam e dão certa preguiça às pessoas que desejam conhecer alguém interessante, porém não gostam de todo esse complicado ritual social. Por esse motivo, a cada dia surgem novos aplicativos e opções para quem quer encontrar um amor online.

Sites de relacionamento existem há mais tempo, como o eHarmony e o Par Perfeito, por exemplo. Neles, você coloca suas características e procura seu par, de acordo com os critérios que desejar. Há alguns anos, esses sites eram considerados pelos mais jovens como algo destinado a pessoas mais velhas ou muito tímidas, que não saíam de casa. Até que surgiu o Tinder.

O Tinder é um aplicativo para celulares e foi lançado nos EUA no final de 2012. Chegou ao Brasil em 2013 e logo virou febre, principalmente, entre adolescentes e jovens. O momento em que chegou ao país ajudou muito no sucesso do aplicativo, pois há alguns anos sites de relacionamentos tinham o estigma de serem usados por gente solitária e que mentia sobre suas próprias características. Aqueles que consideravam sites de encontros “bregas”, de repente estavam usando uma ferramenta extremamente parecida, com o mesmo propósito, apenas “disfarçada” por sua roupagem mais moderna. A facilidade de estar no smartphone foi outro fator determinante. Assim, o tabu ao redor de relacionamentos virtuais vem diminuindo a cada ano. Afinal, é também crescente o uso da vida virtual por todos, e a busca por um relacionamento faz parte da vida de muitos.

Aquela imagem de pessoas iludindo sobre como são ficou mais difícil de manter. No Tinder, por exemplo, a graça está em ser você mesmo. E como é à prova de rejeição – não tem como saber quem “não curtiu” suas fotos – as pessoas costumam ser sinceras. Atrelando o aplicativo ao Facebook, é ainda mais difícil mentir a idade e os amigos em comum. A tendência dos relacionamentos virtuais parece ser, portanto, evoluir sempre para um contato mais próximo do real. Esses aplicativos refletem a vida moderna – e o Tinder é apenas um dos tantos que surgiram depois. Para quem diz que são superficiais, segue um raciocínio: em qualquer lugar, como em uma balada ou na padaria, a primeira impressão que você tem de alguém é física. Depois, busca interesses e amigos em comum. E, a partir daí, a interação evolui. Essa é a proposta dessas ferramentas – facilitar o processo em um contexto cada vez mais dinâmico. Resta a nós as usarmos com prudência.

Colaboração: Laura Stoppa, jornalista.

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