Atitude empreendedora: como desenvolver?

Alguns dizem que o espírito empreendedor já nasce com a pessoa. Outros, que esta habilidade pode ser aprendida. Ambos estão certos, pois somos o produto da união de nossas tendências inatas com as experiências a que estivemos expostos. Somos seres com características biológicas, psicológicas e sociais.

Uma característica marcante do brasileiro é a sua vocação para o empreendedorismo. O empreendedor é aquele que enxerga além, que alia a sua criatividade e espírito de iniciativa a uma atividade profissional rentável.

Na década de 50, Joseph Schumpeter, que fazia sucesso com inovações no país hoje denominado República Tcheca, foi um dos precursores desse tema. Ele frisava que a satisfação econômica não é uma finalidade, mas sim resultado de um objetivo alcançado por meio de um novo produto, empresa ou serviço. Empreender, muito mais do que ganhar dinheiro, significa gerar diversas formas de valores. É pensar o que você pode trazer de valor para o mundo e para as pessoas.

O Brasil, chamado por décadas de “país do futuro”, parece estar acordando para a necessidade de se formarem empreendedores. A nação precisa de profissionais de atitude. Hoje, 43% dos empreendedores do país são mulheres (IBGE, PNAD 2005-2015), o que também demonstra que mais mudanças estão por vir. Empreender é um exercício sobre o qual podemos nos debruçar a vida toda e o ambiente corporativo é propício para treinar a arte da excelência.

Nosso cérebro é plástico e podemos moldá-lo quase que indefinidamente. Quando nascemos, ele não sabe se terá que aprender a língua portuguesa, se falaremos inglês, mandarim, espanhol ou todas elas. Se nos tornaremos jogadores de futebol, advogados, músicos, administradores ou professores. Assim, a mente pode ser moldada de acordo com nossos interesses e necessidades. O pensamento chave aqui é lapidar a mente e isso é fundamental para se obter sucesso e felicidade. Cada lição aprendida é parte deste processo. Cada insucesso, que também traz consigo aprendizados, também é fundamental para nosso crescimento.

No mundo corporativo, o que torna um profissional diferenciado são as atitudes empreendedoras: liderança, energia, dinamismo, proatividade, gosto por assumir riscos calculados, curiosidade, habilidade de negociar, capacidade de dominar tecnologias e linguagens e certa dose de ousadia. Você se encaixa neste perfil? Se sim, está no caminho certo para tornar-se um profissional de sucesso.

É importante ter em mente que dar o melhor de si em um trabalho é uma atitude ética. Os clientes esperam e merecem um trabalho feito com excelência e no prazo mais adequado às suas necessidades. Fazer a diferença, simplificar e fazer as atividades com brilho nos olhos são formas de concretizar a “inovação” que gera valor.

Para ter conforto, segurança e riqueza, é preciso, antes de tudo, ser um empreendedor. A questão é ser (digno) para ter (valores). Uma coisa complementa a outra.

Quem precisa desenvolver mais seu empreendedorismo: aquele que abre um negócio próprio ou o executivo de uma empresa? A resposta é: ambos. Afinal, a atitude empreendedora e as habilidades citadas acima fazem uma enorme diferença onde quer que se esteja.

Todos queremos ser bem atendidos, sempre. Quando elaboramos um contrato com atenção, quando entregamos um relatório bem feito, quando visitamos um cliente com energia e bom humor, quando entramos em nosso ambiente de trabalho com um sorriso cordial estamos mostrando atitudes lapidadas que agregam valor a nós e aos demais. Cada pequena atitude conta.

O sucesso de uma carreira é feito de pequenos hábitos diários cultivados por anos a fio.

Reflexões para desenvolver e lapidar sua atitude empreendedora:

  • Você gostaria de ter a si mesmo como colega de trabalho?
  • Você quer ou se compromete com as tarefas que faz?
  • Você se avaliaria bem, se fosse seu próprio chefe?

Uma habilidade fundamental ao empreendedor é saber olhar para si e buscar o aprimoramento constante. O autoconhecimento é a base sobre a qual construímos nossas vidas e nossas carreiras. Empreender vem de em (em) + prehendere (pegar, capturar). Fica então uma última questão: sua carreira é conduzida com que pegada?

 

 

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