O que faz um bom líder?

O mundo contemporâneo nos coloca diante de algumas armadilhas sobre conceitos de liderança. Uma delas é a ilusão sobre a felicidade possível em todos os momentos, muito comum em propagandas que pintam um mundo de plenas possibilidades. Por causa dessa ilusão, deixamos de lado o que faz bem, preferindo o que é bom (a tarefa árdua faz bem e nem sempre é boa para nosso prazer momentâneo). Outra armadilha é acreditar que podemos estar 100% conectados, o que desenvolve uma ansiedade constante de se sentir devendo sempre respostas a uma infinidade de mensagens virtuais.

Um dos grandes trunfos do mundo de hoje é a internet chamada de 2.0, que inaugurou a era dos poderosos bancos de dados compartilhados por meio de múltiplas conexões globais. Entender e saber usar essa tecnologia é um desafio constante. Essa nova era, segundo o sociólogo brasileiro Octavio Ianni, permitiu um novo tipo de liderança, que ele chamou de “príncipe eletrônico”, um ser capaz de utilizar as novas tecnologias, com habilidades para se comunicar e compartilhar poder diante de realidades inovadoras.

Segundo Gil Giardelli, especialista brasileiro em mídias digitais, o mantra da nova web é “você é o que você compartilha”. Se hoje você é um estagiário ou trainee, por exemplo, tenha em mente que amanhã poderá liderar uma equipe e terá como desafio mudar sempre, mas sem mudar uma das principais características dos profissionais de alta performance: a disposição de aprender sempre.

Grandes líderes do mundo contemporâneo são os capazes de:

  • ouvir críticas sem nem refutá-las, nem perder o foco por causa delas;
  • entender diferenças como um tempero fundamental da qualidade;
  • não dar carteirada e reconhecer que seu poder emana do exemplo, não de um cargo que provém do “divino” ou de algo vitalício, como eram os tronos dos reis;
  • usar o poder da conexão como uma possibilidade de compartilhar conhecimentos e ampliar horizontes, sem se perder no caos que a multimídia pode acarretar, se mal utilizada;
  • olhar para o novo como um horizonte a desbravar, e não como um obstáculo;
  • perceber o erro como uma nova lição e aprender com a experiência;
  • delegar com responsabilidade, sabendo motivar, falar com clareza e gerenciar diversas atividades em paralelo;
  • inovar constantemente mantendo o foco na excelência;
  • ter uma causa, acreditando no que faz, com objetivos claros, que lhe movem para as suas atitudes;
  • inspirar, pois todo líder tem o poder do exemplo;
  • ressaltar talentos, validando as conquistas não de si, mas de cada integrante de sua equipe, podendo, com isso, escolher bem as pessoas certas para cada função;
  • mobilizar, energizar, motivar, movido por um propósito de vida.

Essas características vão além do papel de um gestor, que administra uma equipe e acompanha o desempenho e os resultados das metas estabelecidas para ela. Nem todo gestor é líder, mas um líder certamente é um gestor com grande potencial para brilhar.

E você, está se preparando para ser líder?

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